domingo, 25 de abril de 2010

Mas o que é isso, companheira?

Eu já estava indo dormir hoje, quando dava uma ultima olhada no twitter, e me deparei com uma nova campanha: a #CensuremDilma.

São dois os fatos geradores dessa campanha: uma entrevista dada a uma rádio de Uberaba (MG), onde ela explica quais seriam as diretrizes de sua política anti-drogas, e o uso de uma foto da atriz Norma Bengell como se fosse uma foto dela, numa passeata durante o ano de 1968, apontado pelo jornalista Ricardo Boechat, na coluna dele na revista Isto E. (*)

Tudo bem, a explicação dela sobre a política anti-drogas, embora passeie entre o confuso e o simplório, eu posso relevar.

Mas eu gostaria muito de saber qual a explicação sobre a foto. Ela não se reconheceu numa foto? Se confundiu, por estar disfarçada para participar da manifestação? Ou - surpresa maior - Norma Bengell e Dilma Rousseff são a mesma pessoa?

Já é o segundo caso mal explicado com relação a biografia - ou alguém esqueceu da confusão do currículo dela, denunciada pela revista Piauí ? (**)

Notas de rodapé:

(*) Utilizei o link de outro blog, o Gente que Mente, pois lá tem a foto original. Apenas por isso.

(*) Na internet, o trecho sobre o currículo está na página 3. Mas vale a pena ler a entrevista toda.

sábado, 24 de abril de 2010

Uma gota no oceano.

"Se os bons se omitem, os maus prevalecem."

Sei que a frase não é bem essa, mas o sentido é o mesmo. Não acreditamos mais nos políticos que aí estão. Mas, numa incrível coincidência toda santa eleição, lá estão eles reeleitos, mandato após mandato.

Como isso é possível? Será que nós, como sociedade, perdemos nossa capacidade de se indignar?

Acho que não. Mas chegamos num ponto em que muitos acreditam que seja possível modificar o quadro.

Eu não concordo. Eu acho que é possível modificarmos esse quadro. Mas não basta apenas reclamar, temos também que participar do processo político de alguma forma. No nosso processo eleitoral, temos a chance de dar nossa opinião a cada 4 anos. Mas quantos de nós preferem aproveitar o feriado, e abdicar desse direito pelo qual muitos morreram durante os anos de chumbo?

Vou deixar apenas um exemplo nacional bem recente: na ultima eleição para a prefeitura do Município do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral Filho decretou um ponto facultativo, que resultou num feriadão de 4 dias, justamente no final de semana da eleição. O candidato apoiado pelo governador, Eduardo Paes, foi eleito por uma diferença de cerca de 1,6% dos votos, equivalente a cerca de 55 mil votos - a menor da história - numa eleição acirrada contra Fernando Gabeira.

O índice de abstenção? 20,25%.

Numa eleição acirrada como foi, é impossível prever o que teria acontecido se, por exemplo, o indice de abstenção fosse o mesmo da eleição anterior, que foi de 15,8%.

Mas fica um raciocinio: na zona sul do Rio, Gabeira venceu com 7 em cada 10 votos. Essa foi a região com maior abstenção, com 25%, o que dá cerca de 150 mil habitantes. Mantida a proproção, seriam 105 mil votos a mais para Gabeira, e 35 mil votos a mais para Paes, uma diferença de 70 mil votos. Faz a gente pensar...

A proposta desse blog é discutir política, em qualquer nível - municipal, estadual, federal e até internacional, já que, com a globalização, decisões do outro lado do mundo podem afetar nossa vida aqui.

Por isso, um pouco da motivação do nome do blog, já que a politica nesse país parece ser feita provisoriamente, sem planejamento.

Será que podemos mudar isso?